Com a aproximação do prazo final para a saída das tropas estrangeiras no Afeganistão, marcado para o dia 31 de agosto, os países ocidentais correm contra o tempo para retirar milhares de cidadãos nesta quarta-feira (25), visto que os Talibãs já anunciaram anteriormente não ter intenção de prorrogar o prazo.
Os Estados Unidos (EUA) e seus aliados afirmam que desde agosto já foram retiradas mais de 70 mil pessoas, incluindo seus cidadãos, funcionários da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e afegãos em perigo.
Segundo a Reuters, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que as tropas norte-americanas no Afeganistão enfrentam um perigo crescente, e agências de auxílio alertam sobre uma crise humanitária iminente para a populaçã que não conseguir sair do país.
O CPAD News compartilhou nesta terça-feira (24), o pedido de socorro de americanos presos em solo afegão, eles acusam o governo de não fazer o suficiente para garantir a evacuação segura dos milhares de cidadãos norte americanos que querem retornar para seu país.
Biden garante que os EUA estão a caminho de cumprir o prazo, acertado por meio de um acordo firmado com o grupo islâmico no ano passado, para encerrar a guerra mais longa dos EUA.
"Quanto mais cedo conseguirmos finalizar, melhor. Cada dia de operações traz riscos adicionais para nossas tropas", disse Biden na terça-feira, em coletiva.
Duas autoridades norte-americanas, que pediram anonimato, disseram que é cada vez maior a preocupação com o risco de homens-bomba do Estado Islâmico no aeroporto. O local tem se mantido lotado, devido às milhares de dezenas de pessoas que tentam embarcar diariamente.
Agências humanitárias afirmam que apesar da maior preocupação no momento estar direcionada as pessoas que tentam fugir, o risco de fome, de doenças e de perseguição aumentará para o resto da população que se mantiver no país.
"Existe uma tempestade perfeita chegando por causa de vários anos de seca, conflitos, deteriorações econômica agravadas pela covid-19", disse David Beasley, diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) em Doha.
CPAD News/ Com informações Agência Brasil e Reuters - Foto: Reprodução vídeo
