Considerado patrimônio da humanidade, a cidade etíope Lalibela, é um centro religioso que abriga 11 famosas igrejas escavadas na rocha, abaixo do nível do solo.
A presença de rebeldes na região, remota a 900 anos, tem preocupado a Unesco com a possibilidade de saques, pilhagem de bens culturais, e danos contra os maiores tesouros culturais e religiosos, não só da Etiópia, mas da África e da cristandade.
Segundo o jornal AFP, nesta terça-feira (10), o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, convocou "todos os etíopes saudáveis e maiores de idade a se juntarem às forças de defesa, forças especiais e milícias e mostrar seu patriotismo".
Os combates começaram em novembro de 2020, e se agravaram no final de junho deste ano (2021), após Abiy Ahmed enviar o Exército federal ao Tigré para expulsar as autoridades regionais da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF).
Há dois meses, Abiy chegou a decretar um cessar-fogo unilateral, mas nas últimas semanas, o conflito no Tigré se espalhou para regiões vizinhas no norte do país.
Lalibela está localizada em Amhara, norte da Etiópia. As igrejas monolíticas locais foram esculpidas em rocha viva por ordem do rei Gebral Maskal Lalibela, no século 12 da era cristã.
A Unesco emitiu um comunicado na última sexta-feira (06), pedindo "respeito a todas as obrigações relevantes sob o direito internacional para garantir a proteção do patrimônio mundial". E acrescentou que, a “Lalibela é um lugar de peregrinação, devoção e paz; não deve ser um lugar para instigar a violência e o conflito”.
Fonte: Redação CPAD News/ Com informações AFP, Estado de Minas, e Guiame - Foto: Captura de vídeo
