Apesar de se comprometer com alguns tratados internacionais de direitos humanos, mesmo antes da ascensão do Talibã, o país já violava os direitos dos cristãos das seguintes. O Afeganistão está presente no ranking dos 50 países mais perigosos para os cristãos, desde 1993, quando a Portas Abertas começou a divulgar a Lista Mundial da Perseguição.
Devido à volatilidade da situação no país e à situação de segurança cada vez pior, os pequenos grupos de cristãos permanecem profundamente ocultos. Mesmo nos 20 anos em que tropas internacionais ocupavam o país, eles já eram afetados pela insegurança, sobretudo os que viviam em áreas controladas pelo Talibã. As dificuldades econômicas — situação agravada pela crise da COVID-19 — também os afetam.
A Missão Portas Abertas divulgou nesta segunda-feira (23), sobre a importância dos cristãos se informarem em portais confiáveis, pois uma notícia falsa pode colocar cristão perseguidos em risco.
"Uma notícia sobre 229 missionários cristãos terem sido condenados à morte por radicais islâmicos no Afeganistão, é comprovadamente fake news. É necessário checar as informações antes de compartilhar, pois informações falsas podem colocar a vida de pessoas em risco, ao invés de ajudar. Ore pelo Afeganistão e fique atento para não repassar informações falsas", afirmou a organização.
Relatamos frequentemente no CPAD News, casos de familiares que matam ou entregam para os radicais, um membro da família que se tornou ex-muçulmano convertendo-se a Cristo. Deixar o islã é considerado ilegal e punível com a morte de acordo com a sharia (lei islâmica), e não há misericórdia para o convertido, que quando não são mortos, são chamados de loucos e alguns chegam a ser internados em clínica psiquiatra.
Essas são as informações confiáveis, disponibilizadas pela Missão Portas Abertas, sobre nossos irmãos afegãos:
- Cristãos ex-muçulmanos são mortos se tão somente houver suspeita de sua fé;
- Mulheres convertidas são casadas à força e obrigadas a renunciar as suas crenças;
- Afegãos são considerados muçulmanos e não estão autorizados a mudar de religião;
- Os cristãos não podem exibir quaisquer imagens ou símbolos religiosos;
- Filhos de cristãos ex-muçulmanos são forçados a aderir aos preceitos religiosos islâmicos e receber ensino islâmico.
Redação CPAD News/ Com informações Portas Abertas - Foto: Portas Abertas
