Em carta aberta, aproximadamente 2.500 líderes de igrejas de diferentes denominações na Austrália solicitaram ao primeiro-ministro Scott Morrison que não implemente o passaporte das vacinas no país.
Pedido de religiosos alerta que exigência pode criar um “apartheid médico”, e defende que essa é "uma proposta insustentável que infligiria consequências terríveis em nossa nação".
Chamada de Declaração de Ezequiel, a carta escrita por três pastores de igrejas batistas e assinada por líderes cristãos de todo o país, afirma que “o governo corre o risco de criar uma sociedade antiética de duas camadas”, explicando que “embora alguns indivíduos recebam a vacinação com agradecimento, outros podem ter boas e bem informadas razões para recusar. … Os cidadãos livres devem ter o direito de consentimento, especialmente quando a distribuição da vacina foi rotulada como um 'ensaio clínico'. ”
O texto ressalta que após inúmeras restrições, a posição do governo de exigir uma proposta de 'passaporte de vacina' para que as pessoas retomem sua rotina normal, coloca "pressões incomensuráveis" sobre a vida delas, considerando que estudos revelaram um aumento nas intenções de suicídios, durante o período de isolamento.
A carta diz ser também uma questão de consciência das pessoas. “A consciência é o contato imediato da presença de Deus na alma de uma pessoa e, portanto, um indivíduo forçado a agir de uma forma que seja questionável para sua consciência nunca estará em paz, seja diante de Deus ou do estado”, afirma.
De acordo com o Christian Post, os líderes argumentam ainda, que basear a vida normal das pessoas na vacinação não faz nenhum sentido lógico em termos de proteção mútua. Eles citam um estudo do CDC que mostra que 74% das pessoas infectadas no surto COVID-19 em Massachusetts foram totalmente vacinadas, e apontam que quatro dos vacinados foram internados em um hospital.
A carta acrescenta: “Nós, como líderes cristãos, achamos insustentável que se espere que recusemos a entrada em nossas igrejas a um subgrupo da sociedade com base em sua escolha médica. Somente nosso precioso Salvador, Jesus Cristo, tem autoridade para regular os termos da adoração corporativa. Esses termos nos dizem que não devemos fazer distinção entre aqueles que clamam pela fé, nem por raça, nem por escolha médica. Também temos a obrigação de proclamar o evangelho a todos os homens. ”
Segundo o Epoch Times, apesar do primeiro-ministro australiano apoiar a proposta de passaportes para vacinas, o governo federal não implementou a obrigatoriedade, permitindo assim, que cada governo estadual e empresas a implementem por opção.
Resposta à carta
Pelas redes sociais, Martyn Iles, diretor administrativo do Australian Christian Lobby, afirmou em resposta ao texto, que "a vacina em si não é uma grande preocupação para mim, mas a coerção é um passo em falso muito, muito sério”.
Nesta terça-feira (30), o Times noticiou a última análise dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que estima a eficácia das vacinas entre 75% e 95% em manter as pessoas fora do hospital, com a observação de que a imunidade dos idosos, grupo considerado mais vulnerável, pode estar enfraquecendo com o tempo.
No entanto, as autoridades em Israel divulgaram no mês passado, que dos 650 novos casos diários de COVID-19 do país, mais da metade estava entre os totalmente vacinados.
“Este é um sinal de alerta muito claro para o resto do mundo. Se isso pode acontecer aqui, provavelmente pode acontecer em todos os lugares.” afirmou Ran Balicer, diretor de inovação da Clalit Health Services, na época.
Um estudo divulgado em agosto, pelos pesquisadores da Maccabi Healthcare e da Universidade de Tel Aviv em Israel anunciou que “a imunidade natural oferece proteção mais duradoura e mais forte contra infecções, doenças sintomáticas e hospitalização devido à variante Delta”.
De acordo com a Epoch Times, os pesquisadores afirmaram que "este é o maior estudo observacional do mundo real comparando a imunidade natural, obtida por meio da infecção anterior de SARS-CoV-2, com a imunidade induzida pela vacina, fornecida pela vacina de mRNA BNT162b2”.
O Christian Post relatou que existem outros estudos afirmando, inclusive, que pessoas que já contraíram o coronavírus, tem a possibilidade de obter imunidade vitalícia. Outro estudo realizado nos EUA, pela Cleveland Clinic também concluiu que vacinar pessoas com “imunidade natural” não aumentou seu nível de proteção.
Redação CPAD News - Com informações The Christian Post - Foto: Pixabay.com
