Muhammad Kace é um cristão, ex-muçulmano, que compartilha sua fé através dos vídeosz publicados no seu canal do Youtube. Ele está preso desde agosto, após ser acusado de blasfêmia contra o islã e o Profeta Muhammad, por um grupo de muçulmanos.
A polícia aceitou a acusação, e considerou que o cristão blasfemou em 400 vídeos, levando-o preso. No entando, o youtuber denuncia ter sido torturado tanto por outros prisioneiros, como por um policial de alta patente, Napoleão Bonaparte, condenado por suborno.
Segundo o UCA News, o diretor geral de crimes da polícia nacional, Andi Rian Djadji, Bonaparte chegou a confessar que espancou e torturou o cristão, cobrindo seu rosto e corpo com fezes humanas, durante o interrogatório da investigação.
Em 19 de setembro, Napoleão então confessou publicamente o crime, em uma carta aberta, que afirmava que, como muçulmano, não aceita ver sua religião sendo insultada.
“Qualquer um pode me insultar, mas não contra meu Alá, o Alcorão, o Profeta e minha fé islâmica. Portanto, eu juro que tomarei qualquer ação medida contra qualquer um que se atrever a fazê-lo”, escreveu o policial.
O advogado e coordenador do Fórum de Advocacia e Direitos Humanos dos Bispos da Indonésia, Azas Tigor Nainggolan, ressaltou que não existe justificativa aceitável para a tortura, e condenou a violência contra Muhammad Kace como um caso à parte.
CPAD News/ Com informações Guiame, International Christian Cocern e UCA News - Foto: Reprodução Youtube
