Carlos Gabas, secretário-executivo do Consórcio Nordeste,
foi convocado para depor hoje (6) na Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A CPI busca
apurar o calote contra os cofres de Alagoas e de outros estados que
integram o consórcio.
Gabas se recusou a responder sobre o
"calote" de R$ 5 milhões na compra de respiradores pelo governo Renan
Filho durante a pandemia da Covid-19 e apresentou o habeas corpus que
conseguiu na Justiça do Rio Grande Norte, se negando a falar sobre o
assunto.
Os parlamentares que integram o colegiado avaliam que ao
não responder aos questionamentos Gabas estaria dando um sinal de que
"há algo de muito ruim” nos contratos voltados à compra dos aparelhos.
O
planejamento dos integrantes da CPI era de que o secretário-executivo
fosse questionado sobre a compra de ventiladores à empresa Hempcare, que
teve como resultado o prejuízo de mais de R$ 48 milhões aos nove
estados do Nordeste. A previsão era de que os equipamentos fossem
distribuídos para hospitais públicos de todos os estados do Nordeste.
Entretanto,
o prazo de entrega não se cumpriu e a empresa fornecedora, Hempcare
Pharma, afirma nunca ter ofertado os equipamentos que constam como
vendidos pela companhia.
Alagoas é um dos estados que não foram
restituídos em sua integralidade da verba aplicada em duas compras de 80
respiradores para o estado, compras estas feitas por meio do consórcio.
