O crescimento de 9,9% da indústria, que alcançou o primeiro lugar na região Nordeste, contribuiu para impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas, que registrou alta de 3,2% e atingiu R$ 76,07 bilhões em 2022. Segundo levantamento divulgado na quinta-feira (14/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período analisado o setor industrial obteve um valor corrente de R$ 8,32 bilhões.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea),
José Carlos Lyra de Andrade, comemorou o resultado, que ficou acima do
apresentado em 2021, quando o setor industrial cresceu 7,6%. “Esse
desempenho é fruto de uma política de atração de investimentos que vem
sendo implementada ao longo dos anos, com incentivos para quem deseja
aproveitar o potencial do nosso Estado, e da melhoria da nossa
infraestrutura, o que produz um ambiente de negócios favorável”,
afirmou.
Lyra parabenizou o governador Paulo Dantas (MDB), que
apresentou os números durante coletiva de imprensa, na qual destacou a
união de forças como um diferencial competitivo do Estado. “Existe em
Alagoas uma sinergia entre as forças produtivas e o poder público para
acolher o empresário como não há em outro lugar. Os resultados a gente
colhe na prática com desenvolvimento e geração de empregos”, afirmou.
Em
2022, a indústria alagoana cresceu impulsionada por incentivos fiscais,
expansão de obras e investimentos em infraestrutura. Diante disso, o
levantamento do IBGE revela que o PIB da indústria em Alagoas foi puxado
pelo subsetor de eletricidade e gás, esgoto, atividades de gestão de
resíduos e descontaminação, que avançou 27,4%. A indústria extrativista
registrou um crescimento de 21,89%; a construção teve alta de 6,39%; e a
indústria de transformação cresceu 5,87%.
Com o melhor
desempenho do Nordeste, em 2022, a indústria alagoana superou os índices
de crescimento do Piauí (8,6%), Rio Grande do Norte (7%), Paraíba
(6,6%), Bahia (6,2%), Maranhão (1,4%), Pernambuco (1,2%), Ceará (-2,3%) e
Sergipe (-3,3%).
Nacional
O desempenho
do PIB do Estado superou a média nacional de 3%. O maior peso
participativo na composição do PIB alagoano pertence ao setor de
serviços, que movimentou R$ 48,47 bilhões, um crescimento de 5%, o
segundo maior do Nordeste, atrás apenas da Paraíba, que cresceu 5,1%.
Em
2022, o IBGE aponta que a agropecuária movimentou R$ 11,55 bilhões, uma
retração de 7,88% – o único resultado negativo entre os setores que
compõem o PIB do Estado, impactado pelo excesso de chuvas que afetou as
lavouras temporárias e permanentes e o cultivo da cana-de-açúcar,
causando aumento de pragas e pelo custo alto com adubos e fertilizantes,
que contribuiu para desestimular a produção.