O Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas registrou
crescimento de 3,2% e atingiu R$ 76,07 bilhões em 2022, o primeiro ano
do governo Paulo Dantas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira
(14) pelo IBGE e apresentados pelo governador durante coletiva de
imprensa, ao lado de secretários de Estado e de representantes do setor
produtivo alagoano.
O desempenho do estado – que superou a média
nacional de 3% – foi influenciado pela indústria, que registrou valor
corrente de R$ 8,32 bilhões, um crescimento de 9,9%, o maior do Nordeste
e de toda a série histórica do IBGE. O PIB (a soma de todos os bens e
serviços finais produzidos no estado) do setor industrial já havia
registrado um avanço de 7,60% em 2021.
Paulo atribuiu o bom
resultado do PIB alagoano à sinergia entre o poder público e a
iniciativa privada, somada à segurança jurídica e institucional
proporcionada pelo Governo do Estado.
“Tudo o que nós pactuamos,
estamos cumprindo. O futuro nos reserva resultados ainda mais
significativos. No primeiro semestre de 2024, já estamos apresentando um
crescimento de mais de 6%, o que nos coloca liderando o crescimento
econômico da região Nordeste, estando entre os cinco estados que mais
crescem no Brasil. Se somarmos o crescimento de 2023 com o que se
apresenta agora em 2024, vamos crescer mais de 10% no PIB, o que
certamente vai nos possibilitar ser o Estado que mais investe com os
próprios recursos”, destacou o governador.
INDÚSTRIA
Em
2022, o PIB da indústria alagoana superou o desempenho do Piauí, que
aparece em segundo lugar na região, com crescimento de 8,6%, Rio Grande
do Norte (7%), Paraíba (6,6%) e Bahia (6,2%). Além deles, Maranhão e
Pernambuco tiveram desempenho de 1,4% e 1,2%, respectivamente. Já a
indústria cearense teve desempenho negativo de 2,3%, enquanto Sergipe
encolheu 3,3%.
Segundo o levantamento do IBGE, o PIB da indústria
foi puxado pelo desempenho pelo subsetor de eletricidade e gás, esgoto,
atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que avançou 27,4%.
“Esse
aumento foi impulsionado principalmente pelo desempenho das atividades
relacionadas à geração, transmissão, distribuição e comercialização de
energia elétrica, que apresentaram crescimento em todos os segmentos:
residencial, comercial, industrial e outros”, pontuou a superintendente
de Informações e Cenários da Secretaria de Estado do Planejamento,
Gestão e Patrimônio (Seplag), Juliana Carla da Silva, que detalhou os
números do PIB.
Já indústria extrativista registrou um
crescimento de 21,89%, puxados pela expansão na extração de petróleo e
gás natural feita pela Origem Energia, e extração de minerais não
metálicos promovida pela mineradora Vale Verde.
Outro segmento da
indústria que registrou crescimento foi a construção, com alta de 6,39%
puxados pela expansão das atividades relacionadas à construção de
edifícios e obras de infraestrutura, incluindo a construção e manutenção
de rodovias que contribuíram para o aumento do número de pessoal
ocupado.
Os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de
Alagoas (FIEA), José Carlos Lyra; e da Associação Comercial de Maceió,
Kennedy Calheiros, parabenizaram o Governo do Estado pelo bom desempenho
do PIB alagoano.
Também apresentou desempenho positivo a
indústria de transformação, com avanço de 5,87%, resultado do aumento no
número de trabalhadores nas usinas de cana-de-açúcar, da instalação da
Indústria e Comércio de Alimentos LTDA (Amafil) em Teotônio Vilela, e da
fabricação de produtos de padaria e confeitaria, que tiveram incentivos
fiscais do Governo de Alagoas.
No ano de 2022, a indústria
alagoana teve crescimento impulsionado por incentivos fiscais, que
resultou no aumento de postos de trabalho, expansão de obras e
investimentos em infraestrutura. Esse cenário favoreceu a produção local
e ampliou a demanda energética, consolidando o setor como um pilar do
desenvolvimento socioeconômico no estado.
SERVIÇOS
O
IBGE mostra ainda que o setor de serviços, que detém o maior peso
participativo na estrutura de composição do PIB, movimentou R$ 48,47
bilhões, um crescimento de 5%, o segundo maior do Nordeste, atrás apenas
da Paraíba, que cresceu 5,1%.
Esse desempenho foi influenciado
pela contribuição dos principais subsetores: Administração, Educação,
Saúde, Pesquisa e Desenvolvimento Públicos, Defesa e Seguridade Social
(1,52%); Atividades imobiliárias (3,53%); Comércio e Reparação de
Veículos Automotores e Motocicletas (4,35%); Educação e saúde privadas
(7,31%); Serviços domésticos (9,80%); Atividades Profissionais,
Científicas, Técnicas, Administrativas e Serviços Complementares
(15,97%); Artes, cultura, esporte, recreação e outras atividades de
serviços (23,06%) e Alojamento e alimentação (24,56%).
De acordo
com a Seplag, o crescimento no setor de serviços foi motivado por
programas governamentais de incentivo à educação e saúde como o Programa
Maratona de Cirurgias e Escola 10 - Vem Que Dá Tempo.
No
comércio com recuperação gradual da economia e do aumento do consumo. As
atividades imobiliárias com o aquecimento do mercado imobiliário nos
últimos anos no estado. No turismo, Alagoas como um destino turístico
atrativo vem impulsionando o segmento de alojamento e alimentação.
AGRO
Em
2022, a agropecuária movimentou R$ 11,55 bilhões, uma retração de 7,88%
– o único resultado negativo entre os setores que compõem o PIB do
estado. O resultado é consequência do excesso de chuvas que afetou as
lavouras temporárias e permanentes e o cultivo da cana-de-açúcar,
causando aumento de pragas. Houve ainda o custo alto com adubos e
fertilizantes, que contribuiu para desestimular a produção.