Nem parece que o deputado federal Isnaldo Bulhões
(MDB-AL) está apenas no segundo mandato na Câmara dos Deputados. Em seis
anos, ele ocupou mais espaço e em menos tempo que a maioria – senão
todos – dos parlamentares alagoanos nas últimas décadas.
Isnaldo
começou o primeiro mandato em 2019 já ocupando cargo na Mesa Diretora e a
partir de 2021 assumiu a liderança do MDB. Nessa condição, conseguiu
aumentar a bancada do partido de 34 para 44 parlamentares na casa e
articulou a formação do bloco parlamentar MDB, PSD, REPUBLICANOS e PODE
com 146 integrantes.
Pelo desempenho, Isnaldo era lembrado pelos
colegas para disputar a presidência da Câmara dos Deputados no lugar de
Arthur Lira (PP), que deixa o cargo no final de janeiro de 2025. Bulhões
ajudou a costurar o consenso, a partir do diálogo, dentro do bloco
parlamentar. E a definição de Hugo Motta (Republicanos-PB) tem muito de
sua colaboração.
Fortalecido no MDB e dentro do bloco, Insaldo
deve ganhar ainda mais força no Congresso Nacional a partir de fevereiro
de 2025, quando Motta deverá assumir a presidência da Casa. Além de
aliados, os dois também são amigos.
Também têm em comum a capacidade de diálogo com todas as forças da Câmara dos Deputados, da extrema esquerda à extrema direita.
Com
Arthur Lira na presidência da Câmara, Isnaldo sempre conseguiu manter
um relacionamento "republicano", mas muito longe de ter a proximidade
que tem com Motta.
Isnaldo tem, no novo cenário, tudo para ganhar
mais força nesse período e – se tiver paciência – pode entrar no jogo
para ocupar mais espaços na Câmara dos Deputados e, quem sabe, ganhar
musculatura para voos mais altos em Brasília ou em Alagoas.