Faltando pouco menos de seis meses para o
prazo de desincompatibilização dos ocupantes de cargos públicos que
pretendem disputar as eleições de outubro de 2026 que expira no dia 4
de abril, o cenário político em Alagoas começa a se intensificar com uma
série de especulações e movimentações de bastidores.
Entre os
nomes mais comentados está o do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas
(JHC), cotado, segundo versões que circulam em Brasília, para uma vaga
de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU). A possível nomeação
seria resultado de um acordo político costurado com apoio do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, o que, se confirmado, afastaria JHC da
disputa eleitoral no estado.
Apesar de o rumor ganhar força,
aliados e adversários tratam o assunto com cautela. Há quem interprete a
hipótese como uma estratégia para retirar o prefeito do páreo em 2026,
já que ele é visto como um dos principais nomes para a disputa ao
Governo de Alagoas ou ao Senado.
Enquanto isso, outros nomes tradicionais da política alagoana também se movimentam.
Pesquisas
apontam que o ex-governador Renan Filho aparece como favorito para
retornar ao comando do Executivo estadual, enquanto o senador Renan
Calheiros deve tentar a reeleição para o quinto mandato consecutivo. Já o
deputado federal Arthur Lira, com base eleitoral sólida e influência
nacional, pode concorrer a uma vaga no Senado.
Até que os prazos
eleitorais se fechem, o jogo permanece aberto. Mas a simples
possibilidade de JHC assumir um cargo de ministro do TCU já é suficiente
para alterar o equilíbrio de forças e redefinir estratégias na corrida
política de Alagoas.
