Mesmo sem lançar oficialmente sua
pré-campanha, o ex-deputado estadual Davi Davino Filho vem se revelando
como um dos mais habilidosos e bem posicionadas pré-candidatos no atual
cenário político alagoano.
Discreto nas movimentações, mas ativo
nos bastidores, ele tem conseguido algo raro na política local:
transitar entre todos os principais grupos do Estado.
Em março
deste ano, ele deixou o PP para se filiar ao Republicanos, mas não
fechou as portas para os antigos aliados. Davi mantém diálogo com o
ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, presidente do PP em
Alagoas.
Filho também mantém diálogo com o principal grupo
político de Alagoas. A conversa flui bem com o governador Paulo Dantas e
com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, que lideram
o bloco do governo. Ele também não descarta conversar com o senador
Renan Calheiros ou com o ministro Renan Filho.
Além disso, Davi
mantém linha direta com o prefeito de Maceió, JHC, e tem bom
relacionamento com lideranças de diferentes partidos.
A capacidade de articulação pode ajudar Davi Davino Filho nos seus planos para as eleições de 2026. Ele pretende disputar o Senado, seja compondo alguma chapa majoritária completa ou não.
Com
bom desempenho nas pesquisas — aparecendo em segundo lugar na maioria
dos levantamentos e liderando em um deles, realizado pelo Instituto
Falpe — Davi vem aguardando o momento certo para levar sua campanha às
ruas. Embora esteja em compasso de espera, seu nome se mantém forte
tanto na capital quanto no interior.
A interlocutores, Davi tem
dito que pretende disputar o Senado com ou sem alianças formais. A
estratégia lembra a trajetória do ex-senador Rodrigo Cunha, eleito em
2018 sem um palanque majoritário robusto, impulsionado principalmente
pelo voto de opinião e pelo apoio do então deputado JHC.
Nesse
contexto, Davi poderia se posicionar como um possível “outsider” na
disputa de 2026 — um candidato que pode transitar entre blocos, sem
depender inteiramente de acordos partidários. Sua habilidade de diálogo
com nomes que hoje representam campos opostos — como Lira, Paulo e JHC —
amplia suas possibilidades de composição.
A depender do rumo das articulações, ele poderá ser não apenas candidato ao Senado, mas também um articulador importante na formação das chapas majoritárias de 2026 em Alagoas.
