A pouco mais de quatro meses do prazo
legal para desincompatibilização, o prefeito de Maceió, JHC (PL),
intensifica os preparativos para deixar o comando da capital e disputar o
governo de Alagoas em 2026. Segundo o secretário de Governo, Júnior
Leão, o prefeito tem ampliado as articulações políticas tanto na capital
quanto no interior do Estado, com o objetivo de consolidar um projeto
majoritário competitivo.
De acordo com Leão, JHC vem costurando
alianças com lideranças municipais, deputados e dirigentes partidários,
buscando formar uma ampla frente eleitoral que lhe garanta base sólida
para a disputa estadual. Paralelamente, o prefeito também trabalha na
formação de uma chapa de candidatos a deputado federal pelo PL, partido
do qual é presidente no Estado.
A expectativa entre aliados é que
o PL consiga eleger até duas vagas na Câmara Federal, com nomes
competitivos em diferentes regiões do Estado. Nesse contexto, ganha
destaque a possível candidatura de Marina Candia, esposa de JHC, que
deve ser uma das principais apostas do grupo.
“Ela
será a puxadora de votos da chapa”, confidenciou um interlocutor do PL,
reforçando que Marina tem aparecido em pesquisas internas com bom
desempenho, inclusive no Sertão alagoano. O problema é que ela também
vem sendo citada em pesquisas para o Senado e em alguns levantamentos
surge entre os dois ou três primeiros nomes para o Senado.
O
secretário Júnior Leão avalia que JHC reúne todas as condições políticas
e eleitorais para vencer a disputa pelo governo e, ao mesmo tempo,
contribuir para eleger um senador ou senadora pela coligação. “Ele tem
base consolidada, imagem positiva e uma administração bem avaliada.
Hoje, JHC é um dos nomes mais fortes para 2026”, afirma.
Nos
bastidores, há quem acredite que o grupo do prefeito poderá formar uma
chapa completa, com JHC como candidato a governador e dois nomes ao
Senado. Essa composição, segundo interlocutores próximos, depende do
comportamento do quadro político estadual — especialmente da decisão do
ministro dos Transportes que já sinalizou que disputará novamente o
governo. No entanto, aliados do prefeito de Maceió apostam que Renan
Filho (MDB), poderá optar por um projeto diferente “permanecendo em
Brasília”.
Caso o ex-governador opte por permanecer em Brasília,
seja como senador, ministro ou como eventual candidato a vice numa chapa
de Lula, a avaliação entre aliados é que o caminho de JHC ficaria mais
aberto. Na prática, o governo cairia no colo do prefeito.
Silêncio
Apesar
das movimentações, JHC mantém o silêncio como aliado e evita
declarações públicas sobre uma eventual candidatura. Em entrevistas e
agendas oficiais, limita-se a dizer que está focado na gestão e na
conclusão de projetos em andamento.
Nos bastidores, porém, é
consenso que o prefeito trabalha com cenários alternativos: disputar o
governo, uma vaga no Senado ou até mesmo permanecer no cargo, se as
condições políticas se tornarem desfavoráveis até o início de abril —
prazo final para deixar a Prefeitura e permitir que o vice, Rodrigo
Cunha, assuma o comando de Maceió.
