O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quinta-feira
(20/11), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para
ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal
Federal (STF). A escolha encerra semanas de articulações e consolida o
favoritismo que o jurista mantinha nos bastidores do Planalto.
Aos
45 anos, Messias combina formação acadêmica robusta e experiência em
diversos setores do governo federal. Pernambucano, é graduado em Direito
pela UFPE e doutor em Direito pela UnB. Ingressou na carreira pública
em 2007 como procurador da Fazenda Nacional, ocupando posteriormente
funções estratégicas no Banco Central e no Ministério da Ciência e
Tecnologia.
Messias ganhou projeção nacional em 2016, quando foi
citado em telefonema entre Dilma Rousseff e Lula, divulgado pela
Operação Lava Jato, episódio que o colocou repentinamente no centro do
noticiário político e das redes sociais. A exposição, no entanto, deu
lugar, nos anos seguintes, a uma reputação de técnico respeitado e
articulador jurídico do governo.
À frente da Advocacia-Geral da
União, Messias se tornou uma das figuras mais influentes do terceiro
mandato de Lula, responsável por conduzir debates jurídicos sensíveis e
aproximar o Executivo de setores estratégicos. Seu perfil progressista,
somado ao fato de ser evangélico, ampliou sua aceitação no Congresso,
inclusive em alas conservadoras.
A indicação de Lula superou
outros nomes cotados, como Bruno Dantas (TCU) e Rodrigo Pacheco
(PSD-MG). Agora, Messias segue para a sabatina no Senado, etapa que
antecede a votação que decidirá sua nomeação definitiva para o Supremo.
O advogado-geral da União, Jorge Messias - Foto: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO
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