A federação formada por PP e União
Brasil caminha para se consolidar como a segunda maior força partidária
na disputa proporcional de 2026 em Alagoas. Juntas, as duas siglas
somaram, em 2022, mais de 440 mil votos para deputado estadual — patamar
que daria conforto para manter ou até ampliar o espaço na Assembleia
Legislativa.
Nas eleições de 2022, o PP teve 242 mil votos e
elegeu 4 deputados estaduais, já o União, com 202 mil votos fez três
cadeiras. A federação, assim que formalizada pelo TSE passara a ter 7
das 27 vagas na Assembleia Legislativa de Alagoas.
Mas a
realidade que se desenha para o próximo ano é bem diferente. A federação
nasce grande, porém sob risco de perder musculatura antes mesmo da
largada oficial. As baixas confirmadas — e outras encaminhadas nos
bastidores — tendem a diminuir significativamente o desempenho da
federação no pleito de agosto do próximo ano – se os dois partidos não
conseguirem reforços. No PP, duas perdas já são consideradas certas:
• Tarcizo Freire, que teve 21.453 votos em 2022;
• Ronaldo Luz, com 3.674 votos.
Só
essas saídas representam cerca de 25 mil votos a menos do que o partido
levou para as urnas há dois anos. Não se sabe se a deputada Rose Davino
disputará a reeleição pelo PP, uma vez que seu filho, Davi Davino
FIlho, foi para o Republicanos, onde deve disputar o mandato de senador.
O cenário é ainda mais delicado no União Brasil, que pode sofrer o maior esvaziamento desde sua criação. Devem deixar o partido:
• Davi Maia (26.697 votos); tudo indica que vai para o PV;
• Lelo Maia (31.706 votos), que deve ingressar no MDB com o grupo de Marcelo Victor;
• Francisco Sales (22.748 votos); não deve disputar novamente o mandato
• João Paulo do Klécio (20.096 votos); não deve disputar novamente o mandato
• André Monteiro (18.839 votos); sem movimentação aparente para lançamento de nova candidatura.
Somados, esses nomes foram responsáveis por mais de 117 mil dos 201 mil votos do União em 2022.
Encolhendo
A federação deve iniciar 2026 com sete deputados estaduais: PP: Fernando Pereira (45.509), Rose Davino (34.343), Francisco Tenório (32.644) e Gabi Gonçalves (29.336); União: Delegado Leonam (37.805), Lelo Maia (31.706) e Mesaque Padilha (29.102).
Com
saídas importantes e se não forem agregados novos quadros competitivos,
a avaliação é de que a federação pode perder pelo menos duas cadeiras
no próximo ano. A dificuldade de renovação interna, somada ao desgaste
causado pela tentativa de construção nacional da União Progressista,
cria um ambiente de incerteza na montagem da chapa em Alagoas.
Se
PP e União repetissem a votação de 2022, teriam condições de manter —
ou até ampliar — sua presença na Assembleia. No entanto, as projeções
hoje aponta para uma possível redução. Sem substitutos competitivos, o
bloco pode entrar na disputa fragilizado, abrindo espaço para outras
federações e partidos médios avançarem sobre seu eleitorado.
Foco
O presidente do PP em Alagoas, Arthur Lira (PP), está focado em dois projetos: a sua pré-candidatura ao Senado e a montagem da chapa de deputado federal do PP/União. Lira também vai cuidar da articulação da chapa de deputado estadual. Mas só depois de resolver outros imbróglios políticos e eleitorais.
