Um homem foi preso na manhã do ultimo sábado (28), em Duque de
Caxias, na Baixada Fluminense, suspeito de criar “bailes virtuais”
dentro da plataforma de jogos Roblox. Segundo a polícia, os ambientes
continham apologia a crimes como tráfico de drogas, homicídio e
prostituição, além de conteúdos de caráter sexual.
A ação faz
parte da Operação Fim de Jogo, conduzida pela Polícia Civil do Estado do
Rio de Janeiro para combater atividades ilícitas em plataformas
digitais frequentadas por crianças e adolescentes.
De acordo com a
investigação da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, as salas
criadas no Roblox permitiam simulações que envolviam drogas, bebidas
alcoólicas, uso de armas e outras práticas criminosas.

Além
da prisão, os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão em
endereços ligados a outros dois investigados. O material recolhido será
submetido a análise e perícia para aprofundar as investigações.
A
delegada assistente Maria Luiza Machado, da DCAV, informou que o caso
começou após monitoramento de crimes cibernéticos na plataforma. Segundo
ela, foram identificados conteúdos que incentivavam práticas ilegais,
incluindo uso de armas, consumo de álcool por menores, drogas e até
simulações de morte de policiais.
Durante a operação, diversos
dispositivos eletrônicos foram apreendidos. Os equipamentos passarão por
perícia para identificar possíveis envolvidos e ampliar as linhas de
investigação.
A Polícia Civil também reforçou o alerta sobre o
uso da internet por menores. Em nota, a instituição destacou a
importância da supervisão dos responsáveis sobre as atividades digitais
de crianças e adolescentes e orientou que qualquer suspeita de conteúdo
criminoso seja comunicada às autoridades.
O Roblox é uma das
plataformas de jogos mais populares entre jovens. De acordo com dados
divulgados pela própria empresa, cerca de 144 milhões de usuários
acessam o serviço diariamente, sendo aproximadamente 50 milhões menores
de 13 anos e outros 57 milhões com idades entre 13 e 17 anos.
*Com informações do O Globo
