Especialistas se preocupam com alimentos ultraprocessados em cantinas escolares - Foto: Getty Images
“Os impactos dos produtos ultraprocessados na saúde de crianças e jovens são negativos. Há estudos que mostram associação entre o consumo de refrigerantes e obesidade”, explicou a docente.
Ela acrescenta que alimentos ricos em sal, gordura e açúcar — como macarrão instantâneo, fast food e salgadinhos industrializados — também estão relacionados ao aumento de doenças crônicas. “Esses produtos estão associados ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes tipo 2”, destacou.
Diante desse cenário, o Conselho Estadual de Alimentação Escolar de Alagoas publicou neste ano uma resolução que regulamenta a venda de alimentos nas cantinas escolares do estado. A norma prioriza a oferta de frutas, sucos naturais e iogurtes sem adição de açúcar, além de proibir refrigerantes, bebidas artificiais e ultraprocessados com excesso de sódio ou gordura.
A pesquisadora afirma que a iniciativa representa um avanço importante. “Entrei em contato com o presidente do conselho para parabenizá-lo pela iniciativa, já que há também um projeto de lei sobre o tema na Assembleia Legislativa que ainda não foi votado”, relatou.
Dados
Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas reforçam a preocupação. Informações da Vigilância Alimentar e Nutricional indicam que, entre crianças de até dois anos atendidas na atenção primária em Alagoas, 11,83% apresentam sobrepeso e 7,22% obesidade. Entre crianças de dois a cinco anos, 8,09% têm sobrepeso e 7,5% já apresentam obesidade.
O problema também é observado em escala global. O Atlas Mundial da Obesidade 2026 alerta que a obesidade infantil cresce em ritmo acelerado no mundo e coloca o Brasil entre os dez países com maior número de estudantes com índice de massa corporal elevado.
Para Leiko Asakura, a solução passa pela oferta de alimentos naturais e pelo envolvimento de toda a comunidade escolar. “A garantia de uma alimentação saudável no ambiente familiar, no trabalho e na escola deve ser prioridade de qualquer país que busca proteger a saúde da população”, afirmou.
Ela também destaca o papel das escolas na formação de hábitos alimentares. “A escola é um espaço onde crianças e adolescentes passam grande parte do tempo e tem potencial para ajudar a construir hábitos alimentares mais saudáveis”, disse.
Nas escolas públicas, a mudança tende a ser menos impactante devido à presença do Programa Nacional de Alimentação Escolar, política pública que garante refeições equilibradas para estudantes da rede pública e incentiva a compra de alimentos da agricultura familiar.
Em Alagoas, o programa recebe apoio técnico do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar, ligado à Faculdade de Nutrição da Ufal e referência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O centro atua na capacitação de profissionais e no acompanhamento da execução das políticas de alimentação escolar nos municípios.
“O Pnae é uma política pública de grande importância porque garante alimentação saudável aos estudantes e ainda fortalece a economia local e a agricultura familiar”, concluiu a pesquisadora.
O consumo frequente de alimentos ultraprocessados por crianças e adolescentes no ambiente escolar tem preocupado especialistas em saúde e nutrição. Produtos como refrigerantes, salgadinhos de pacote, doces coloridos e bebidas artificiais fazem parte da rotina de muitos estudantes, apesar dos riscos associados à saúde.
Segundo a pesquisadora Leiko Asakura, da Universidade Federal de Alagoas, diversos estudos apontam que esses produtos podem provocar problemas graves ao longo do tempo.“Os impactos dos produtos ultraprocessados na saúde de crianças e jovens são negativos. Há estudos que mostram associação entre o consumo de refrigerantes e obesidade”, explicou a docente.
Ela acrescenta que alimentos ricos em sal, gordura e açúcar — como macarrão instantâneo, fast food e salgadinhos industrializados — também estão relacionados ao aumento de doenças crônicas. “Esses produtos estão associados ao desenvolvimento de hipertensão e diabetes tipo 2”, destacou.
Diante desse cenário, o Conselho Estadual de Alimentação Escolar de Alagoas publicou neste ano uma resolução que regulamenta a venda de alimentos nas cantinas escolares do estado. A norma prioriza a oferta de frutas, sucos naturais e iogurtes sem adição de açúcar, além de proibir refrigerantes, bebidas artificiais e ultraprocessados com excesso de sódio ou gordura.
A pesquisadora afirma que a iniciativa representa um avanço importante. “Entrei em contato com o presidente do conselho para parabenizá-lo pela iniciativa, já que há também um projeto de lei sobre o tema na Assembleia Legislativa que ainda não foi votado”, relatou.
Dados
Dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas reforçam a preocupação. Informações da Vigilância Alimentar e Nutricional indicam que, entre crianças de até dois anos atendidas na atenção primária em Alagoas, 11,83% apresentam sobrepeso e 7,22% obesidade. Entre crianças de dois a cinco anos, 8,09% têm sobrepeso e 7,5% já apresentam obesidade.
O problema também é observado em escala global. O Atlas Mundial da Obesidade 2026 alerta que a obesidade infantil cresce em ritmo acelerado no mundo e coloca o Brasil entre os dez países com maior número de estudantes com índice de massa corporal elevado.
Para Leiko Asakura, a solução passa pela oferta de alimentos naturais e pelo envolvimento de toda a comunidade escolar. “A garantia de uma alimentação saudável no ambiente familiar, no trabalho e na escola deve ser prioridade de qualquer país que busca proteger a saúde da população”, afirmou.
Ela também destaca o papel das escolas na formação de hábitos alimentares. “A escola é um espaço onde crianças e adolescentes passam grande parte do tempo e tem potencial para ajudar a construir hábitos alimentares mais saudáveis”, disse.
Nas escolas públicas, a mudança tende a ser menos impactante devido à presença do Programa Nacional de Alimentação Escolar, política pública que garante refeições equilibradas para estudantes da rede pública e incentiva a compra de alimentos da agricultura familiar.
Em Alagoas, o programa recebe apoio técnico do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar, ligado à Faculdade de Nutrição da Ufal e referência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. O centro atua na capacitação de profissionais e no acompanhamento da execução das políticas de alimentação escolar nos municípios.
“O Pnae é uma política pública de grande importância porque garante alimentação saudável aos estudantes e ainda fortalece a economia local e a agricultura familiar”, concluiu a pesquisadora.
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