A medida foi motivada por um vídeo publicado por Zema, ainda durante seu mandato, como parte da série “Os intocáveis”. Na produção, fantoches representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, em uma sátira a decisão do próprio Mendes que anulou a quebra de sigilos de uma empresa ligada à família de Toffoli.
No pedido, Gilmar Mendes destaca o uso de deepfake e de “sofisticada edição profissional” para simular as vozes dos magistrados e criar um diálogo fictício. Segundo o ministro, o objetivo seria “vulnerar a higidez desta instituição da República”, referindo-se ao STF.
Gilmar Mendes afirma ainda que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”, além de buscar a promoção pessoal do ex-governador.
Após a repercussão, Zema reagiu nas redes sociais, republicou o vídeo e classificou a iniciativa como “absurda”. O ex-governador argumentou que se trata de uma peça de humor e sugeriu que a reação do STF demonstra incômodo com as críticas.
“Se um teatro de fantoches é visto como ameaça, é sinal de que a carapuça serviu”, escreveu Zema, defendendo o uso do humor como ferramenta de crítica ao poder. Políticos aliados, incluindo parlamentares do Novo e de outros partidos, manifestaram apoio ao ex-governador. A legenda afirmou que, “num país sério, uma acusação dessas seria uma piada”.
