Nigéria condena mais de 300 pessoas por violência extremista Julgamento em massa ocorre após ataques contra cristãos Redação CPAD NewsBy Redação CPAD News20 de abril de 2026Updated:20 de abril de 20262 Mins Read

                                                                           Foto: ilustrativa/ Pixabay.com


 Após uma série de julgamentos coletivos em Abuja, na capital nigeriana, no início deste mês de abril, as autoridades condenaram mais de 300 pessoas envolvidas em atos de violência extremista. As audiências aconteceram poucos dias depois de ataques que atingiram comunidades cristãs durante o período da Páscoa, e resultaram em dezenas de mortos.

O processo reuniu o total de 508 acusados diante da Corte Federal Superior, em sessões concentradas ao longo de quatro dias. Ao final, 386 pessoas receberam sentença, com penas que variam de cinco anos de prisão até condenações mais severas, incluindo prisão perpétua. Parte dos réus admitiu participação nas ações ainda no início das audiências.

Segundo o procurador-geral Lateef Fagbemi, os crimes julgados envolvem entre participação direta em ataques e apoio a grupos armados, incluindo financiamento, fornecimento de armamentos e apoio logístico. Além das condenações, houve também liberações, absolvições e mais de 100 casos adiados para novas etapas judiciais.

A condução dos julgamentos foi acompanhada por organizações independentes, entre elas o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a Anistia Internacional e a Ordem dos Advogados da Nigéria. O que indica uma tentativa das autoridades de responder a críticas frequentes sobre falhas na responsabilização de crimes no país.

Apesar do avanço, especialistas apontam que as medidas ainda não acompanham a gravidade do cenário. Representantes da Portas Abertas avaliam que as condenações são relevantes, mas alertam para a necessidade de ampliar a proteção às populações vulneráveis, especialmente após os recentes episódios de violência registrados durante o período religioso.

“Reconhecemos os esforços crescentes do governo nigeriano para responsabilizar os envolvidos em ataques violentos. No entanto, a escala da violência, evidenciada nos ataques em Jos durante o Domingo de Ramos, mostra a urgência de que o governo faça mais para proteger civis”, afirmou um especialista jurídico da organização que monitora a perseguição cristã em todo o mundo.

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026, a Nigéria figura entre os países mais desafiadores para cristãos ocupando a 7ª posição no ranking.

O contexto de insegurança no país envolve múltiplos conflitos, historicamente mais intensos no Norte, com a atuação de grupos como o Boko Haram e o Estado Islâmico da Província da África Ocidental. Nos últimos anos, no entanto, os ataques têm avançado para o Cinturão Médio, onde comunidades inteiras têm sido afetadas.

 

Redação CPAD News/ Com informações Portas Abertas

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