A nova data foi anunciada à imprensa na última segunda-feira (4). De acordo com o analista político norte-americano Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, a escolha da ocasião em cima da hora, com apenas três dias de antecedência, é bastante anormal. O “timing estranho” poderá ajudar o líder brasileiro em um momento de vulnerabilidade interna, dados os conflitos com o Congresso e a queda na aprovação.
O cientista político Oliver Stuenkel avalia que a reunião não é livre de riscos para Lula e que tudo dependerá dos temas discutidos no decorrer do encontro. O governo brasileiro deve tentar levar para a pauta o PIX, as terras raras e tarifas, mas, principalmente, parcerias no combate ao crime organizado, para evitar que os EUA classifiquem facções brasileiras como terroristas.
Para Brian Winter, há também “uma pequena, porém real, possibilidade de que as coisas corram mal”. Ele se refere às “armadilhas” que o presidente norte-americano já fez com alguns chefes de governo, como os presidentes Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul.
Redação: CPAD News / Com informações G1
