A ativista ambiental Luísa Mell considerou o caso como inaceitável e uma vergonha. - Foto: Reprodução / Redes Sociais
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, encontrado ferido na Praia Brava, em Florianópolis, em Janeiro deste ano. Segundo o órgão, a morte do animal ocorreu em decorrência de uma condção grave e preexistente, e não por agressões praticadas por adolescentes.
A conclusão foi divulgada após análise de quase dois mil arquivos, incluindo laudos periciais, imagens, vídeos e dados obtidos durante a investigação. De acordo com o MPSC, os adolescentes inicialmente apontados pela Polícia Civil como suspeitos, "não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão".
O relatório encaminhado à Justiça possui cerca de 170 páginas e foi protocolado na última sexta-feira (8) na Vara da Infância. O caso ganhou grande repercussão nacional após denúncias de que o cachorro teria sido agredido na região turística da capital catarinense.
A decisão provocou reação da ativista ambiental Luísa Mell, que acompanhou as investigações presencialmente em Santa Catarina. Em publicações nas redes sociais, ela criticou o pedido de arquivamento e classificou o caso como "uma das maiores vergonhas da justiça brasileira".
"Inacreditável! Inaceitável! O Ministério Público de Santa Catarina protocolou um pedido de arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão Orelha na Praia Brava, área turística de Florianópolis, ocorrida em 4 de janeiro deste ano, por falta de provas. O relatório de 170 páginas encaminhado à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, foi protocolado na última sexta-feira (8). Este caso é uma das maiores vergonhas da justiça brasileira", escreveu a ativista ao comentar a decisão do Ministério Público.
O pedido de arquivamento ainda será analisado pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, responsável pelo caso.
