Foto: reprodução/ The Christian Institute
Na última quinsta-feira (7), um pastor aposentado foi condenado e multado pelo Tribunal de Magistrados de Coleraine, no Reino Unido, por violar uma “zona de acesso seguro” ao pregar nas proximidades do Hospital Causeway, onde são realizados procedimentos de aborto, em julho de 2024.
“Aos 78 anos, jamais imaginei que sairia de um tribunal com uma condenação criminal por pregar o evangelho cristão. Mas, além do impacto pessoal, minha maior preocupação é o que isso revela sobre o estado das liberdades fundamentais em nossa nação”, afirmou Clive Johnston à Fox News Digital.
Na Irlanda do Norte, conforme a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro), é considerado crime “influenciar”, “impedir ou dificultar o acesso” ou “causar assédio, alarme ou angústia” a uma pessoa protegida a menos de 100 metros (cerca de 328 pés) de instalações onde são realizados abortos.
Clive Johnston recebeu multa de 450 libras, cerca de 614 dólares americanos. A condenação gerou indignação entre grupos cristãos e de defensores da liberdade religiosa. Segundo o Christian Institute, o sermão ministrado pelo pastor não fazia menção ao aborto e o caso acende um alerta para possíveis impactos na liberdade de expressão e na manifestação pública da fé.
O pastor também criticou a decisão e declarou preocupação com o que classificou como restrições crescentes ao testemunho cristão no espaço público.
“João 3:16 é um dos versículos mais conhecidos e cheios de esperança da Bíblia, uma mensagem sobre o amor de Deus e a salvação. Se até isso pode ser criminalizado por causa do lugar onde é dito, como pode qualquer expressão pública da fé cristã estar verdadeiramente a salvo de restrições?”, questionou Johnston, que estuda recorrer da sentença.
Repercutindo internacionalmente, o Departamento de Estado dos Estados Unidos também comentou o caso e informou que segue acompanhanhando situações semelhantes envolvendo leis de “zonas seguras” no Reino Unido. Para organizações religiosas, a condenação pode abrir precedentes para novas limitações à prática pública da fé cristã.
Redação CPAD News/ Com informações Fox News
