Foto: reprodução/Global Christian Relief
Mesmo diante da perseguição religiosa e da violência em algumas regiões do México, pastores cristãos seguem com o compromisso de espalhar o Evangelho e levar esperança a comunidades.
Por meio da distribuição de Bíblias em áudio, pessoas que não sabem ler ou que falam apenas línguas indígenas estão sendo alcançadas e se tornam testemunhas do impacto das Escrituras em locais onde o cristianismo enfrenta forte resistência.
Há cerca de três décadas, pastor Mariano decidiu iniciar um ministério em uma comunidade de Zinacantán, no estado de Chiapas, no sul do país. Na época, ele era o único cristão de sua família e enfrentou oposição por compartilhar o Evangelho. Outro líder cristão da região, o pastor José, relatou que a rejeição à fé cristã era intensa, dificultando até mesmo a entrada de visitantes nas comunidades. Ainda assim, os pastores persistiram no trabalho evangelístico, mesmo após vivenciarem episódios de perseguição e prisão.
José contou que, ao realizar a segunda reunião doméstica com outros cristãos, teve sua casa invadida por oito moradores e foi levado para a prisão juntamente com Mariano e outro pastor, identificado como Antônio. Apesar das ameaças, ele permaneceu na região e segue liderando a igreja fundada na comunidade. Com o passar dos anos, Mariano também viu sua família se converter ao cristianismo e testemunhou o crescimento da fé entre os moradores locais.
Para apoiar o ministério desses líderes, a organização Global Christian Relief passou a distribuir Bíblias em áudio movidas a energia solar. Os dispositivos permitem que pessoas não alfabetizadas ouçam as Escrituras em seu próprio idioma indígena, como tzotzil e tzeltal.
“Fiquei muito feliz em ouvir a Palavra de Deus em tzotzil”, afirmou José ao ouvir a Bíblia em sua língua materna.
Segundo os pastores, a iniciativa tem transformado vidas e ampliado o acesso à Palavra de Deus em regiões marcadas pela perseguição. De acordo com a Portas Abertas, o México ocupa atualmente a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, refletindo os desafios enfrentados pelos cristãos no país.
Redação CPAD News/ Com informações Guiame
