Marcapasso cerebral ajuda no tratamento do Parkinson e do TOC grave - Foto: Reprodução/ kjpargeter/ Freepik
A estimulação cerebral profunda, conhecida como “marcapasso cerebral”, é
uma tecnologia que vem transformando o tratamento de doenças
neurológicas graves. O procedimento consiste na implantação de eletrodos
em áreas específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos
elétricos colocado sob a pele, geralmente na região do tórax.
Esses
impulsos regulam circuitos neurais que apresentam funcionamento
alterado em condições como o Parkinson, reduzindo tremores e rigidez, e
também em casos selecionados de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
grave, distonia, tremor essencial e algumas formas de epilepsia.
Nos
últimos anos, a técnica passou a ser estudada e aplicada em pacientes
com depressão resistente, sempre em situações nas quais os tratamentos
convencionais não oferecem resultados satisfatórios.
Especialistas
ressaltam que o método não destrói tecido cerebral nem altera a
personalidade do paciente. Seu objetivo é modular a atividade de regiões
específicas, oferecendo melhora significativa da qualidade de vida em
casos graves e refratários.
Apesar dos resultados promissores, a
estimulação cerebral profunda não é uma cura universal. O sucesso
depende de avaliação criteriosa feita por equipes multidisciplinares,
que incluem neurologistas, psiquiatras e neurocirurgiões.
