A denúncia partiu dos familiares da jovem, que residem em Penedo, mas aguardavam o retorno da filha que passava o recesso escolar na Região Agreste do estado. - Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Alagoas tenta localizar um homem de 59 anos suspeito de abusar sexualmente de sua sobrinha-neta, uma adolescente de 13 anos, no bairro Cafurna, em Palmeira dos Índios. O crime, ocorrido no dia 20 de junho, foi confirmado por exames periciais e mobiliza as delegacias do interior do estado para capturar o homem, que fugiu logo após o ocorrido.
O período que deveria ser de descanso e lazer familiar transformou-se em um pesadelo para uma família alagoana. A vítima, que mora em Penedo, viajou até Palmeira dos Índios para aproveitar as férias escolares na casa de parentes. Aproveitando o momento em que a adolescente estava sem a companhia de adultos no imóvel, o agressor se aproximou do local.
De acordo com o depoimento do pai da menina, o suspeito utilizou um pretexto simples para romper a segurança da residência: pediu um copo d’água. Ao atender ao clamor do parente, a jovem abriu a porta, momento em que o homem invadiu o espaço e consumou o abuso.
A materialidade do crime foi comprovada por meio do laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), que atestou a violência sexual. Diante do resultado, o boletim de ocorrência foi registrado inicialmente na cidade natal da vítima, Penedo, e posteriormente encaminhado para a delegacia que detém a circunscrição do local do fato.
O chefe de operações da 5ª Delegacia Regional de Polícia (5ª DRP) de Palmeira dos Índios, Diogo Martins, informou que todos os procedimentos legais e cibernéticos cabíveis já estão sendo adotados pelas equipes de investigação para rastrear e prender o autor. Agentes estiveram no endereço do suspeito, mas ele não foi localizado e já é considerado foragido.
Além do desdobramento jurídico e policial, as marcas psicológicas deixadas pelo episódio mobilizam a rotina da família, que agora lida com o trauma severo. Em um relato doloroso, o pai da vítima, Paulo, dimensionou o impacto da violência no núcleo familiar:
“Isso destruiu a vida da menina. Ela está em depressão, tomando medicação, e vai carregar isso para sempre.”
O pai também revelou que o abalo emocional foi tão profundo que ele próprio precisou iniciar tratamento médico para conseguir lidar com as sequelas psicológicas do caso. A Polícia Civil reitera que qualquer informação sobre o paradeiro do investigado pode ser fornecida de forma anônima através do Disque-Denúncia (181).
