75% dos brasileiros apoiam proibição das bets, aponta pesquisa Atlas Levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Por Redação 24/09/2026 16h04

Pesquisa Atlas/Bloomberg mediu a opinião dos brasileiros sobre as bets - Foto: Krisanapong                                                                               Detraphiphat/Getty Images

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) aponta que 75% dos entrevistados concordam com a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, no Brasil. Outros 17% discordam da medida, enquanto 8% não concordam nem discordam.

Os entrevistados responderam à afirmação: “As apostas on-line (bets) deveriam ser proibidas”.

O percentual de concordância aumentou dois pontos percentuais em comparação com abril, quando 73% dos entrevistados haviam se manifestado a favor da proibição. Na ocasião, 21% discordavam e 6% não concordavam nem discordavam.

A pesquisa também perguntou aos participantes se as apostas on-line trazem mais benefícios ou prejuízos para a sociedade. As respostas foram:

59,9% — somente prejuízos;
28,6% — mais prejuízos;
5,7% — ambos por igual;
0,7% — somente benefícios;
0,2% — mais benefícios;
4,9% — não souberam responder.
BETS NO DEBATE ELEITORAL

As apostas on-line passaram a ocupar espaço no debate da eleição presidencial de 2026, com diferentes candidaturas apresentando propostas que vão desde a proibição das plataformas ou da publicidade até medidas de controle, prevenção ao endividamento e proteção dos usuários.

O levantamento foi divulgado em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, vem defendendo restrições às bets durante a campanha. A discussão também envolve propostas do governo federal para alterar as regras do setor.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.015 pessoas da população adulta brasileira entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.


 

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