AGU denuncia 18 grupos do Telegram por venda de documentos falsos Denúncia foi feita pela Advocacia-Geral da União após apuração do Ministério da Saúde Por Redação 01/09/2026 16h04

Evidências reunidas na apuração também foram encaminhadas à Polícia Federal - Foto: Agência Brasil

O Telegram removeu 18 grupos e canais denunciados pela Advocacia-Geral da União (AGU) por comercializarem comprovantes e passaportes vacinais falsificados. A plataforma também excluiu a conta de um usuário identificado durante uma apuração iniciada a partir de informações do Ministério da Saúde.

A investigação apontou que os responsáveis pelos grupos ofereciam documentos falsificados e anunciavam a possibilidade de alterar registros de vacinação nos sistemas oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A denúncia foi encaminhada ao Telegram pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), órgão da AGU, com base em um relatório produzido pelo Ministério da Saúde. Segundo o documento, a comercialização desses materiais pode afetar tanto a política nacional de imunização quanto a confiabilidade dos dados registrados nos sistemas públicos de saúde.

Entre os impactos apontados está a circulação de pessoas não vacinadas utilizando comprovantes fraudulentos. De acordo com o relatório, a prática pode dificultar ações de vigilância e controle de doenças imunopreveníveis, além de comprometer estratégias destinadas a identificar e proteger grupos mais vulneráveis.

O uso de registros falsificados também pode alterar a percepção sobre os índices de vacinação da população. Com dados que não correspondem à realidade, áreas com baixa cobertura vacinal podem deixar de ser identificadas adequadamente pelas autoridades de saúde.

Além da retirada dos grupos e da conta identificada, a AGU encaminhou à Polícia Federal (PF) as evidências reunidas pelo Ministério da Saúde. O material deverá subsidiar a apuração sobre possíveis crimes relacionados à falsificação e comercialização dos documentos.

Na notificação enviada à plataforma, a AGU também citou normas previstas no Código Penal, no Código de Defesa do Consumidor e no Marco Civil da Internet. O órgão apontou ainda o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas diante da publicação de conteúdos ilícitos por terceiros.

A AGU informou que os grupos denunciados também contrariavam as próprias regras de uso do Telegram, que proíbem a divulgação de conteúdos ilegais e preveem medidas como remoção de publicações e banimento de contas.

A ação integra as medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para combater a desinformação e preservar a confiabilidade das informações relacionadas à vacinação no país.


 

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