Pastor chinês volta a ser detido em meio à repressão contra igrejas não registradas An Yankui foi levado por autoridadesdes em sua residência na província de Shanxi Redação CPAD NewsBy Redação CPAD News5 de outubro de 20262 Mins Read

                                                            Foto: reprodução/ ChinaAid 

Líder da Igreja Reformada Xuncheng de Taiyuan, An Yankui, foi detido pelas autoridades chinesas sob a acusação de “organizar atividades religiosas ilegais”. A prisão ocorreu na última terça-feira, 29 de setembro, quando agentes do Departamento de Segurança Pública de Taiyuan foram até a residência do pastor, na província de Shanxi.

De acordo com a organização ChinaAid, An foi levado por volta das 10h30 após ser chamado para prestar esclarecimentos. O Departamento de Segurança Pública Municipal de Taiyuan emitiu uma intimação de comparecimento no nome de An, citando o artigo 96 da Lei de Punições da Administração de Segurança Pública da China que possibilita uma intimação compulsória, em caso de resistência.

Conforme informações divulgadas pelo China Truth, a esposa do pastor recebeu uma ligação das autoridades chinesas no dia seguinte (30), comunicando que ele havia sido colocado em detenção administrativa por 15 dias.

Esta não é a primeira vez que An Yankui é detido. Em 2020, também foi acusado de acusação relacionada à realização de atividades religiosas consideradas ilegais.

Em 2021, ele voltou a ser preso, desta vez sob acusação de ter atravessado ilegalmente a fronteira. O caso estava relacionado a uma viagem em que ele e outros cristãos fizeram à Malásia para participar de uma conferência religiosa. Em 2022, An foi condenado a um ano de prisão e posteriormente libertado após cumprir a sentença.

A Igreja Reformada Xuncheng de Taiyuan, é uma das comunidades protestantes chamadas de igrejas domésticas, que funcionam fora das estruturas religiosas reconhecidas oficialmente pelo governo chinês.

Liderada por An, a igreja também já foi alvo de ações policiais. Em outubro de 2025, autoridades interromperam um culto da congregação e detiveram 11 integrantes, incluindo o próprio pastor. Os membros receberam 15 dias de detenção administrativa.

Organizações que acompanham a liberdade religiosa na China afirmam que a pressão sobre igrejas não registradas tem aumentado nos últimos anos. A recente detenção de An Yankui, portanto, acontece em um cenário mais amplo de controle estatal sobre atividades religiosas no país.

Para os cristãos que integram essas comunidades, a continuidade das prisões e das intervenções policiais representa um desafio à liberdade de culto e à atuação de igrejas que optam por permanecer fora do sistema religioso oficial.

 

Redação CPAD News/ Com informações Christian Post, ChinaAid, China Truth e USCIRF


 

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