Foto: reprodução/ Facebook/Cruz Vermelha Nigeriana)
Mais um ataque de violência na Nigéria resultou na morte de uma cristã de 30 anos, voluntária da Cruz Vermelha, no dia 6 de outubro. Lydia Chinenye Nwankwo foi morta a tiros durante ataque armado no estado de Sokoto, noroeste do país. Ela fazia parte da equipe humanitária que prestava assistência a comunidades afetadas pela violência e pela insegurança local.
Lydia e mais quatro pessoas estavam retornando de uma missão quando o veículo onde ela estava foi emboscado por homens armados, por volta das 19h, na estrada que liga duas cidades, Kajiji e Shagari. De acordo com informações divulgadas na última terça-feira (13), os criminosos atiraram contra o carro de Lydia e os tiros atingiram o peito da jovem. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu na hora.
A irmã de Lydia, Chisom Nwankwo, disse em entrevista ao Christian Daily International-Morning Star News, que o corpo da voluntária foi levado para casa em uma caminhonete. “Bandidos abriram fogo contra seu veículo. Lydia levou um tiro no peito e morreu no local. Seu corpo foi trazido para casa em um veículo da Hilux por volta das 11 da noite naquela noite.”
Além de ser voluntária na Cruz Vermelha, Lydia também oferecia apoio ao Ministério de Saúde do Estado de Sokoto. Outra irmã dela, Victoria Nwankwo, explica que a missão de Lydia era levar assistência a mães, crianças, pessoas doentes e famílias que viviam em localidades isoladas, muitas delas afetadas por sucessivos ataques de grupos armados. Segundo Victoria, a jovem dedicou a vida ao cuidado de pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Lydia não morreu porque era rica. Não morreu porque era política. Ela morreu porque escolheu ir aonde outros se recusaram a ir. Ela estava lá para ajudar mães, crianças e doentes. Estava lá para levar saúde, alimento e esperança”, declarou a irmã.
Em nota, a Sociedade da Cruz Vermelha Nigeriana, divisão de Sokoto Sul, lamentou a morte de Lydia e reconheceu a dedicação da cristã ao serviço humanitário prestado por ela.“Lydia dedicou seu tempo a servir comunidades vulneráveis”, afirmou Bello Bawa, representante da organização. A organização também prestou solidariedade à família enlutada, aos amigos e colegas da voluntária.
A polícia do estado de Sokoto declarou que teve conhecimento do incidente e disse que as investigações seguem em andamento. Também há suspeitas de que um inspetor policial também foi morto nessa ocasião.
Um morador nigeriano considera que o ataque tenha sido realizado pelos extremistas islâmicos, mas tanto a causa da morte quanto autoria do crime estão sendo investigadas.
De acordo com a organização Portas Abertas, o país nigeriano ocupa o maior número de cristãos mortos por causa da fé. Na Lista Mundial da Perseguição 2026, a Nigéria está na sétima posição dentre os cinquenta países que mais sofrem perseguição religiosa.
Redação CPAD News / Com informações Guiame
