O Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de
Medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
(UNCISAL) se manifestou, na última quarta-feira (13), contra as
propostas apresentadas pelo Conselho Universitário (CONSUNI) para lidar
com a carência de professores no curso. Entre as medidas sugeridas estão
a suspensão do vestibular ou a redução pela metade do número de vagas
disponíveis para o curso, ambas consideradas insuficientes para resolver
a questão.
Em carta ao reitor da instituição, o NDE destacou que
tais soluções não apenas falham em enfrentar o problema, como também
representam uma afronta à comunidade acadêmica e ao público atendido
pela universidade.
"A suspensão do vestibular ou a diminuição de
vagas não impactam em absolutamente nada o curso de Medicina. Pelo
contrário, tais medidas reduzem a importância e o valor do curso para a
comunidade, revelando um processo de falência do poder público", afirmou
o documento.
A carta ainda destaca que a carência de professores
não é recente e os problemas se concentram nos anos mais avançados do
curso, que exigem aulas práticas e atendimento direto a pacientes.
Atualmente, há a necessidade de pelo menos cinco novas contratações
emergenciais, incluindo especialistas em disciplinas-chave.
Como
solução, o NDE solicita a abertura imediata de concurso público ou, em
caráter emergencial, a realização de um processo seletivo simplificado.
"Não há outra alternativa. Essas medidas são essenciais para garantir a
continuidade e a qualidade da formação oferecida pelo curso de Medicina,
que possui um papel histórico na formação de profissionais para o SUS e
para a sociedade alagoana", concluiu o grupo.
O reitor ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações, enquanto a comunidade acadêmica aguarda desdobramentos.