A Operação Fauna Protegida, realizada em conjunto entre o Ministério
Público de Alagoas e o Ministério Público da Bahia, resultou na captura e
condenação do maior traficante de aves silvestres do país. As
informações foram confirmadas pelo MPAL.
Weber Sena Oliveira,
conhecido como “Paulista”, foi acusado de organização criminosa, tráfico
de animais silvestres, maus-tratos com resultado em morte, lavagem de
dinheiro e receptação qualificada.
Além dele, a Justiça da Bahia
condenou Ivonice Silva e Silva, companheira de “Paulista” e apontada
como operadora financeira; Uallace Batista Santos, Josevaldo Moreira
Almeida, Ademar de Jesus Viana, Messias Bispo dos Santos e Gilmar José
dos Santos, todos apontados pelo MPAL e MPBA como integrantes da
Organização Criminosa.
“O nosso foco da investigação teve como
alvo o Weber Sena de Oliveira, mais conhecido como Paulista, que era
responsável pela organização e captura de animais silvestres em grandes
quantidades. Ele mantinha-os em cativeiro e fazia o seu transporte, além
de praticar a operacionalização da lavagem dos capitais envolvidos no
comércio ilícito do tráfico de animais”, detalhou o promotor de Justiça
Kleber Valadares, coordenador do Núcleo de Meio Ambiente do MPAL.
Conforme
as investigações dos MPs, apenas em seis meses, de fevereiro a agosto
de 2023, foram movimentados quase R$ 500 mil nas contas de Ivonice Silva
e Silva, companheira de ‘Paulista’ e também condenada. Apontada como a
operadora financeira da organização criminosa, era responsável por
receber os depósitos pela entrega das “encomendas”, que chegavam a
conter mais de mil pássaros de uma só vez, e de realizar os pagamentos
aos fornecedores do sudeste e norte da Bahia e nordeste de Minas Gerais.
Algumas
espécies de aves chegavam a ser vendidas por R$ 80 mil. Segundo os
promotores de Justiça Kleber Valadares e Aline Salvador, respectivamente
do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do MPAL e da Promotoria de Justiça
Regional do Meio Ambiente do MPBA, dados da Rede Nacional de Combate ao
Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) indicam que 90% dos bichos
capturados não sobrevivem durante o transporte, morrendo por
maus-tratos, estresse ou condições precárias.
Espécies de aves chegavam a ser vendidas por R$ 80 mil - Foto: Reprodução / MPAL
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