Durante uma reunião da Comissão em Defesa dos Direitos da Mulher, na última quarta-feira (8), Alisson Correia Dias chamou a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) de "feia" e "horrorosa". A Polícia Legislativa Federal o indiciou por injúria qualificada, e o inquérito já foi encaminhado à Justiça Federal.
A qualificadora se aplica porque a ofensa foi dirigida a uma parlamentar no exercício do mandato, o que agrava a conduta segundo a legislação brasileira.
Alisson se candidatou a vereador de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, pelo PT nas eleições de 2024. O partido informou que ele não é mais filiado à legenda. Nas redes sociais, ele tentou se explicar: disse que "feia" e "horrorosa" se referiam às "falas transfóbicas" do momento, não a nenhuma mulher específica. A justificativa não convenceu a polícia.
A confusão dentro da comissão foi além das palavras. O deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA), ao ouvir as ofensas, levantou e deu um tapa no celular de Alisson, derrubando o aparelho. A presidente da sessão, deputada Érika Hilton (Psol-SP), interveio e deixou claro que a ofensa era inadmissível, mas que agressão não se combate com mais agressão.
O episódio acontece num contexto já carregado. Clarissa Tércio havia se posicionado publicamente contra a eleição de Érika Hilton para a presidência da comissão, declarando que o cargo deveria ser ocupado por uma "mulher de fato", fala interpretada como uma crítica à identidade de gênero da parlamentar do Psol. A tensão entre as duas visões vinha se acumulando nas semanas anteriores e explodiu nessa sessão.
Alisson Correia Dias se candidatou a vereador de Pedro Leopoldo (MG) pelo PT nas eleições de 2024 - Foto: Reprodução
Tags
Alagoas
