Foto: reprodução/ Konrad Hofmann / Unsplash; Wikimedia
20Na manhã da última sexta-feira (15), durante as celebrações do Dia de Jerusalém, o rabino-chefe de Tzfat (Safed) e membro do Conselho do Rabinato-Chefe, Shmuel Eliyahu, cobrou do primeiro‑ministro Benjamim Netanyahu e dos ministros do governo a conclusão da construção de uma sinagoga no Monte do Templo.
“Vejam a mesquita atrás de mim, Al‑Aqsa – essa é do exílio. Durante 2.000 anos estivemos no exílio; nesse período, construíram esta estrutura aqui. Mas, na verdade, o Primeiro e o Segundo Templos estiveram neste lugar – e o Terceiro Templo estará aqui. Isso é um fato”, afirmou Eliyahu.
O rabino ainda enfatizou, que enquanto o Templo não é reconstruído, se faz necessário uma sinagoga no local para que os muçulmanos possam assumi‑la.
Em apelo direto à liderança política, Eliyahu disse: “Este é o papel dos líderes, dos ministros do governo, do primeiro‑ministro. Uma sinagoga no Monte do Templo – chegou a hora”.
De acordo com a Lei de Proteção dos Lugares Sagrados, aprovada pelo Knesset em 27 de junho de 1967, os locais sagrados devem permaner acessíveis a todas as religiões, sem interferências. A legislação também criminaliza qualquer ato que restrinja a liberdade de acesso de fiéis de diferentes tradições aos espaços que consideram sagrados.
A profanação de um local sagrado poderá resultar em sete anos de prisão ao infrator. Impedir o acesso ao local, tanto a judeus quanto a muçulmanos, pode render até cinco anos de prisão.
No entanto, a organização sem fins lucrativos Israel365 afirma que a legislação não é aplicada de forma igualitária quando se trata dos judeus. Segundo a publicação, o acesso judaico ao Monte do Templo é rigidamente limitado, com entrada permitida apenas em horários específicos, além de ser proibido às sextas-feiras, durante o Shabat e no período noturno dos dias úteis. Já os muçulmanos têm acesso liberado ao local 24 horas por dia, e todas as orações islâmicas são autorizadas.
“Há décadas existe uma pressão para criar uma sinagoga no Monte do Templo, que começou imediatamente após a libertação do monte em 1967, iniciada pelo antigo Rabino Chefe das Forças de Defesa de Israel, o Rabino Chefe Yisrael Goren. Essa pressão continuou com os esforços do Rishon LeZion (Rabino Chefe Sefardita de Israel), o Rabino Mordechai Eliyahu”, afirma, Josh Wander, que é integrante da ONG liderada pelo rabino Eliyahu, e defende a construção de uma sinagoga no Monte do Templo.
Redação CPAD News/ Com informações Guiame
