Foto: reprodução / Morar e Viajar
Durante anos, a mídia canadense propagou a narrativa de que a Igreja Católica, assim como um internato em Kamloops, eram locais de valas comuns onde eram enterrados os corpos de indígenas. Por causa disso, pelo menos, 68 igrejas cristãs foram vandalizadas ou destruídas naquele país.
Até 2023, nenhum corpo havia sido encontrado em nenhum desses lugares. O jornal canadense Globe & Mail reconheceu nunca ter investigado a fundo as falsas alegações que levaram ao escândalo de Kamloops.
“Mas o inverso também é verdadeiro. O fato de crimes terem sido cometidos contra crianças indígenas em internatos ao longo de muitas décadas não valida automaticamente as alegações de que centenas de estudantes foram jogados em valas comuns sem identificação em Kamloops e outros internatos. Essa é uma afirmação extraordinária, que exige provas.
Esse deveria ter sido o ponto de partida para a mídia em maio de 2021, quando a Primeira Nação Tk’emlúps te Secwépemc divulgou um comunicado à imprensa anunciando a “confirmação dos restos mortais de 215 crianças da Escola Residencial Indígena de Kamloops” por meio do uso de radar de penetração no solo que identificou anomalias subterrâneas.
A mídia, incluindo o The Globe and Mail, inicialmente não examinou, muito menos contestou, essa afirmação. As manchetes e reportagens iniciais simplesmente afirmavam como fato que os restos mortais de 215 crianças haviam sido encontrados. Muitas dessas primeiras reportagens, inclusive neste jornal, faziam referência a “valas comuns” (uma expressão historicamente carregada de conotações negativas que não aparece no comunicado de imprensa do Tk’emlúps 2021).”
A revelação chamou a atenção do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo a Subsecretária de Estado para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos, Sarah B. Rogers, “as pessoas que defendem a censura frequentemente argumentam que manias destrutivas como essa podem ser suprimidas/apaziguadas se impedirmos que as pessoas falem sobre elas. E este era um caso perfeito: informações falsas estavam sendo amplificadas de forma imprudente (ou maliciosa), levando a crimes de ódio reais. Os censores não deveriam fazer nada?
Mas a onda de valas comuns contaminou a classe censora, e a oposição acabou sendo alvo de ataques. Pelo menos uma ONG de “desinformação” classificou o ceticismo como “discurso de ódio”, e o Canadá chegou a presenciar tentativas de criminalizar o chamado “negacionismo” (fazendo uma comparação absurda com o Holocausto). Que bom que o Globe and Mail veio a público.”, disse na rede social X.
A notícia falsa gerou visualizações.
Redação CPAD News / Com informações Townhall
