Bolsonaro - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou novos relatórios médicos ao STF
sobre o estado de saúde atual do ex-presidente. Segundo os documentos,
ele tem apresentado fadiga, sonolência e certa instabilidade no
equilíbrio corporal, sintomas que os médicos atribuem aos efeitos
colaterais dos remédios que ele usa. Nos últimos dias, ele esteve um
pouco mais cansado e indisposto, mas isso não significa piora geral no
quadro.
Os dois pareceres anexados ao processo caminham na mesma
direção: ambos afirmam que Bolsonaro mantém um quadro de saúde parecido
com o da semana anterior, sem novas queixas graves.
O relatório
semanal, assinado pelo médico Brasil Caiado, descreve uma certa
estabilidade nos sintomas, com evolução satisfatória e sinais
progressivos de melhora. Os avanços mais visíveis, segundo o documento,
estão no controle da pressão arterial e na redução das crises de soluço,
resultado de um ajuste na medicação que começou há cerca de um mês.
Mesmo
com essa evolução, o médico reforça que o ex-presidente ainda convive
com efeitos colaterais persistentes por causa dos remédios. Pra lidar
com isso e evitar acidentes, principalmente quedas, Bolsonaro segue uma
rotina que inclui dieta rigorosa, fisioterapia, exercícios regulares e
cuidados voltados também pro controle do refluxo gastroesofágico.
Como foi a fisioterapia na semana
O
fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas também enviou seu
próprio relatório, detalhando duas sessões realizadas com o
ex-presidente. Na segunda-feira (6), Bolsonaro apresentou boa mobilidade
e conseguiu fazer as atividades funcionais normalmente, sem nenhuma
queixa de dor.
Já na quinta-feira (9), três dias depois, o
profissional notou mais cansaço e indisposição durante o atendimento.
Mesmo assim, o ex-presidente conseguiu completar os exercícios
propostos. No fechamento do relatório, o fisioterapeuta avalia que
Bolsonaro está bem, sem dores agudas, e recomenda que o tratamento atual
continue sendo seguido.
O contexto por trás desse acompanhamento
Vale
lembrar que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do
ministro Alexandre de Moraes, decisão que foi expedida em 3 de julho. E
essa não foi a única movimentação envolvendo o ex-presidente na última
semana. Na quarta-feira (8), a Polícia Federal fez uma operação de busca
e apreensão na residência dele, apreendendo uma escopeta que constava
como a última arma ainda registrada em nome de Bolsonaro.
